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ROTEIRO PARA CRETA: COMO EXPLORAR A MAIOR ILHA DA GRÉCIA

18 de jan. de 2021
5 min de leitura

Atualizado: 28 de jan. de 2021

Creta é uma das minhas ilhas favoritas. E ao longo dos anos, tive a chance de conhecer várias partes dessa incrível ilha grega, em diferentes viagens. Neste post vou compartilhar com vocês uma sugestão de roteiro para Creta: como explorar a maior ilha da Grécia.


Meu roteiro é nada óbvio e meus passeios são baseados nas minhas pesquisas e não tanto no “obrigatório”. A primeira coisa que você tem que saber sobre Creta é que ela é a maior ilha da Grécia. São três aeroportos, são mais de 350 praias espetaculares e muitos e muuuuuuitos quilômetros de costa exuberante. Se é isso que você quer nas suas férias, a ilha de Creta é seu lugar!


Mas todo bom roteiro para Creta também deve incluir algumas cidades importantes, e claro, muita história. E se tem uma coisa que faz meu coração bater mais rápido em Creta é a importância história daquele canto do mundo. Me chamem de cafona, eu sou mesmo, mas admiro muito a bravura do povo cretense (“aqui não é Grécia, é Creta!”) e sua história de resistência frenética frente aos violentos invasores ao longo de muitos e muitos anos.


Como montar um roteiro pela ilha de Creta, na Grécia?


Neste post vou falar do roteiro que fiz em Creta na minha terceira vez na ilha, então foquei em uma parte da ilha que tinha me dado muuuuita mas muuuuita vontade de conhecer melhor nas duas primeiras viagens.


Para os interessados em outros roteiros para Creta e Grécia, aqui tem mais alguns posts com dicas úteis, histórias curiosas e fotos maravilhosas da ilha de Creta:


Escolha o seu ponto de chegada em Creta: aeroportos ou portos


O meu ponto de chegada em Creta foi cuidadosamente escolhido para que eu pudesse aproveitar o máximo de tempo no lado oeste da ilha, então escolhi chegar pelo aeroporto de Chaniá.


O que existe nesta parte de Creta


Existem muitos voos bons e baratos no verão e Chaniá é uma cidade mega charmosa com um zilhão de opções de acomodação. Mas eu confesso que escolhi Chaniá porque eu queria ficar mais uma vez na região de Akrotiri (isso mesmo, tem Akrotiri em Creta também.


Stavrós Beach


Meu destino final: um hotel nas águas da praia do Stavrós.


Então, escolhi a praia do Stavrós para relaxar e curtir um pouco de férias, e foi lá que meu roteiro não óbvio começou.



Seitan Limania


Um ponto turístico super comentado pelos jovens gregos viajantes é o Seitan Limania. Mas quando eu pedi informações aos locais, os moradores de Creta falaram que o lugar é muito pequeno e que dá muito trabalho para chegar lá e por isso, é besteira dedicar um dia para conhecer o Seitan Limania. E como ele fica na mesma região de Creta, resolvi dar uma espiada no local para tirar minhas próprias conclusões.



Chaniá


Há apenas alguns quilômetros de Akrotiri já se encontra a cidade de Chaniá, e a arquitetura do local é um charme. E é ali que você encontra muitas tavernas gregas, alguns museus, lojas de souvernirs e moda e artigos de couro tradicionais de Creta. Um programa imperdível é uma caminhada pelo porto veneziano de Chaniá no entardecer.


O pôr do sol é um espetáculo à parte.


Praia de Balos


Depois que passamos por Akrotiri, Chaniá e Sfakiá seguimos para um dos cartões postais mais impressionantes de Creta: A PRAIA DE BALOS. Este lugar é impressionante. Não deixe de incluir em uma visita!

Quando eu lembro do dia que visitei a praia de Balos, em Creta… vem todo tipo de sentimento à tona. O calor era intenso (era final de Agosto, mês mais quente do ano), a caminhada era longa, mas a cor da água em contraste com o solo era tão hipnotizante que foi impossível resistir. Descemos pela trilha. Lá de baixo, bem no meio da praia de Balos, a gente vê o mundo de um jeito diferente.


Em uma parte da “lagoa” de Balos, as águas são mornas. Em outra parte, dá para sentir uma corrente mais fria. Em todos os cantos, a praia de Balos é maravilhosa. Eu queria ver o entardecer ali e ainda dormir embaixo daquele céu.


Mas não foi desta vez que vi o céu negro com as estrelas da praia de Balos. E aí eu tive que voltar, assim que o sol ameaçou ficar mais manso. A caminha da subida foi muito intensa para mim e para muitos outros que tiveram que parar, deitar e ser abanados. Então, se for a Balos, lembre-se de levar muita água para a subida e também tenha snacks a mão no caso da pressão cair….queria que alguém me desse esta dica (óbvia) antes!


No final, deu tudo certo, e assisti ao pôr do sol da praia de Falasarna – outro super ponto que eu gostaria de voltar e explorar mais.


Praia de Frangokastello, Sfakiá


Partindo de Chaniá, decidimos conhecer uma região não muito famosa e não muito comentada pelos brasileiros que viajam: a praia de Frangokastello, na região de Sfakiá, no sul de Creta.

Coloquei Frangokastello no meu roteiro porque queria visitar o famoso castelo veneziano, construído a beira do maravilhoso mar da Líbia. E check, o castelo estava lá, mas era bem pequeno e meio esquisito. E o mar da Líbia também estava lá, mas esta praia na frente do castelo não chega nem aos pés das outras praias de Creta. E o almoço que fizemos em uma taverna local foi tão estranho que achei que o garçom era um fantasma.


No entanto, eu amei o passeio até Frangokastello. Me explico. A estrada que liga Chaniá até a região de Sfakiá é uma bela estrada, pois ela atravessa vários trechos do desfiladeiro de Samaria, um dos maiores da Europa. Outra coisa impressionante foi observar que cada uma das placas nesta estrada estava cheia de furos causados por armas de fogo. TODAS.


No começo, achei isso meio assustador mas depois li sobre o assunto, e entendi que aquela região de Creta é uma das que mais sofreu com as invasões. A marca da violência atrelada à necessidade de sobrevivência dos cretenses ali é bem evidente. Muitas vilas foram desabitadas devida à invasões, brigas de território que rolavam até há pouco tempo. Fala-se de um povo nômade que vive dentro do desfiladeiro, fala-se deles com respeito e medo.


A importância do castelo nunca foi de fato seu tamanho ou beleza. O castelo é um símbolo da resistência, ocupado, destruído e reconstruído ao longo dos anos. Assim como a alma do cretense, o castelo é despretensioso mas secretamente invencível. Quando eu entendi o contexto, eu amei aquele lugar.


Ah, sobre os fantasmas. Testemunhas afirmaram e viajantes malucos vão (anualmente) conferir a procissão dos fantasmas que acontece na frente do castelo. Frangokastello é isso: tiros, histórias e muitos mistérios – então tive certeza: o garçom era um fantasma.


E entre histórias de fantasmas, paisagens incríveis, praias selvagens e muita comida boa seguimos pelas estradas estreitas de Creta. No rádio, uma canção cretense sofrida toca direto em nossas almas. É a certeza de que vamos voltar.






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