Metéora, na Grécia, clicou em mim!
Sabe aquele tempo na sua vida, que você sabe que algo não deve estar certo, não pode estar estar certo, porque a falta está grande demais, as confusões já tomam conta do cotidiano, nada mais flui sabe se lá porque e você nada de agir!
Estamos a espera do sinal, que tarda, mas não falha. Acho que isso pode mudar de pessoa para pessoa, mas como eu ando me conhecendo melhor, sei mais ou menos quando o click está chegando. Sei, sem sombra de dúvida, quando fui clicada por algo.
Então convido você para uma volta no tempo. 2006, provavelmente. O cenário era animador para uma menina de 22 anos: verão super animado nas ilhas gregas, de praia em praia, de luau em luau, nas melhores companhias e cheia de novas experiências. Ok, eu estava apertada de grana, mas isso nunca me impediu de curtir de forma modesta, anyway.
De Atenas para Samos, de Samos para Rodes, passando pela Turquia antes, de volta para Atenas, já ido passado por Mykonos antes. De Atenas para Patra, de lá para Zakynthos, paradinha em Katerini, fui mais para norte para Tessaloniki e depois para Halkidiki. Poderia dizer que sentia que algo estava para acontecer. Para falar a verdade, ando sentindo a mesma coisa atualmente: something big is about to happen…! Anyway, depois de Halkidiki, voltei para Katerini para visitar meu primo e já não sabia mais o que inventar.
Me meti em um excursão para Meteora. Fato interessante: não tinha guia nem português, nem em inglês ou grego. Peguei o busão com os romenos, desconfiava que romeno seria mais fácil que búlgaro ou polonês. Cheguei no ponto de encontro era ainda noite, madrugada, tipo 5 da manhã. Claro que não entendi nada, mas acho que eles xingaram até um tal de “mierda” que eu julguei que era o nosso bom e velho merda, porque o ônibus atrasou para chegar e estava aquele frio logo cedo.
Percebi que ia ter que deduzir tudo dali para a frente, no worries, imaginação não me falta. No busão, só gente bem mais velha e claro que nem a guia arriscava um inglês. Logo que chegamos na primeira parada, que eu não saquei quanto tempo ia ficar por ali, corri em um quiosque de souvenirs e comprei um guia em inglês de Meteora. Aliás, para quem já ficou curioso e colocou no google, vou esclarecer. Meteora é um lugar super especial na Grécia, onde tem uma das maiores concentrações de monastérios ortodoxos do país. Curiosidade: o Monte Athos, em Halkidiki, também é mega famoso pelos monastérios, mas as mulheres nunca podem entrar na região (WTF?). Já em Meteora, que fica bem pertinho da cidade de Larissa, é bem fácil de visitar, o ônibus sobe todos os morros mágicos e quase não precisamos bater tanta perna.
Bom, chega de papo! Agora aproveitem as fotos, a paisagem é fantástica! Os monastérios estão no topo das rochas e elas têm este formato curioso por causa do vento de milhares ou milhões de anos (com certeza o Gabi vai me corrigir, se falei besteira). Vários deles estão abertos para visitação e entrei em todos que pude. Para quem quer aproveitar o passeio, fica a dica: roupas bem discretas e tampando tudo e ainda assim rola de colocar um tecido estilo saia para entrar no recinto.
Na parte de dentro, não lembro bem o que senti. Misto de calor e frio, e lembro que chorei demais em um pequena sala com os arfrescos da paixão de Cristo mais pesados que já vi. É, não saberia dizer com detalhes mais nada sobre aquele dia, acabaria inventando ou exagerando. Só sei que foi o click e depois daquela visita tudo mudou. Voltei para Katerini, catei minhas coisas e comprei uma passagem para a Inglaterra. O verão e tudo de mais intenso que ele representou já tido sido longo demais, era hora de mudar.







Back in the day: lack of style!?!?!? Hahaha, o óculos e o relógio salvaram! Prometo posts sobre a Turquia em breve, estou coletando todas as info pois são assuntos bem polêmicos!




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